sábado, 3 de novembro de 2012

O Tempo


Se me perguntas o que é o tempo
E eu quiser responder, não sei
Se não perguntares o que é o tempo
Responder-te, então eu já saberei
Se soubesse o que era o tempo
Também saberia quem eu sou
Corre e desaparece no momento
Este tempo, que alguém inventou

Este tempo que passa a correr
Tudo acontece tão de repente
Nem dá mais para perceber
Se está aqui, ou está ausente
Muita coisa que fica por fazer
Não tenho forma de o parar
Este tempo, que não sabe perder
Que tanto teima em vidas acabar

Ó tempo! Corre devagar!
Faz uma pausa e pensa em mim
Não tenhas pressa em chegar
Dá-me tempo e não sejas assim
Ainda tenho muito que viver
Tenho medo em não ter tempo
Tudo isso, eu não quero perder
Ó tempo! Não me tires o tempo!
Dá-me tempo para viver

sexta-feira, 6 de abril de 2012

O que vais fazer?

Se fores …
Vai mais longe
Se fizeres…
Faz diferente
Se rires…
Ri até chorar
Se sonhares…
Sonha mais alto
Se arriscares…
Arrisca tudo
Se pensares…
Pensa por ti
Se saíres…
Sai da rotina
Se mudares…
Muda tudo
Se contares…
Conta comigo.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Amizade

Tenho muitas amizades 
Sem as ter que pedir
São as que dão saudades
No momento de o sentir

Amizade ninguém compra
Também não há a vender
Não se vê numa montra
Nem se pode esquecer

Os amigos falam com o olhar
Eles são muito verdadeiros
Dão-nos o ombro para chorar
Estes valentes companheiros

Amigo, acredita na minha verdade
Guia-me na melhor direção
Faz-me ver a realidade
Sempre que não tenho razão

domingo, 24 de abril de 2011

O Cantor que sou

Sou cantor por paixão
Mas música não sei fazer
Não é o meu ganha-pão
Só canto por prazer

Canto para não chorar
Nesta imensa solidão
Alegra o cantar
Aquece o coração

Sou um jovem cantor
Minha música não é perfeita
Também não sou Doutor
O que importa é ser feita

Canto por gosto e vaidade
Também por diversão
É para matar a saudade
De uma antiga paixão

Entro no palco a tremer
Sem saber o que falar
Não sei que aceitação vai ter
Este fado, que vou cantar

Cantar é a minha paixão
O fado sempre me fascinou
Amália é minha adoração
E eu, que cantor sou?

Estes versos foram escritos para um amigo (Luís Ferreira) e colega de trabalho, que nas horas vagas gosta de cantar o Fado.

domingo, 17 de abril de 2011

O meu jardim

Recebi um punhado de  flores
Peguei nelas em minha mão
Eram muitas e várias cores
E alegraram-me o coração

Exibi-as ao vento que me visitava
Algumas sementes cairam no chão
Na terra onde eu escavava
Foram caindo grão a grão

Elas não quiseram morrer
Naquela terra que as esperava
Era um sítio ideal para nascer
E o orvalho da manhã as regava

Tratei das sementes com carinho
Com elas falava de vez em quando
Até que um dia nasceu um pezinho
Com o vento lá ia abanando

Foram nascendo livremente
Vieram florir o meu jardim
Ficou magnificamente
Com as flores de Jasmim

Senti-me muito feliz por estar
Entre aquelas flores tão belas
Tinha receio de machucar
As Rosas, Tulipas e as Camélias

quarta-feira, 13 de abril de 2011

Mãe


Tão cedo me deixaste
Era eu tão pequenino
Nem sequer te conheci
E não tive o teu carinho
O teu calor não senti
Que falta me fizeste
Para tudo me ensinar
Nas tristezas sofrer
E nas alegrias festejar
Mãe, que tristeza por te perder
Um lindo neto te dei
E não o conheceste
Tantas lágrimas que chorei
Vendo nele o que fui
Sendo agora o que sou
De ti me lembrei

A ti mãe, tudo eu devo
Pois do teu ventre brotei
E do teu sangue eu tenho
Minha mãe, o que por ti já chorei

Dizem que eras tão nobre
Com um grande coração
Partiste muito nova
E Deus te compensou
Para o Céu Te levou
Onde estás sem sofrer
Arranja-me lá um lugar
Bem juntinho a teu lado.
Mãe, um dia te irei ver

Este poema obteve o 3º Lugar no I Concurso de Poesia Aurélio Fernando (Externato Delfim Ferreira)

Um sonho de criança

Ainda era uma criança
Sonhei ser um escritor
Nunca tive a confiança
Para tal facto me dispor

Num Concurso participei
Com um Poema que escrevi
Ao ouvir meu nome exaltei
Que belo momento eu vivi

Grande foi o incentivo
Para continuar a escrever
Um Dom que cultivo
Não o posso perder

Meus amigos gostaram
Pediram-me para continuar
E Poeta, alguns me chamaram
Não os posso ignorar